18 de março de 2019

Um Brasileiro de Parapente no Everest

Texto: Mauro Chies
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Rodrigo Raineri, Mauro Chies e Julio Blander (cinegrafista) partem para o Nepal no próximo dia 24 para tentar decolagem de parapente da maior montanha do Mundo!





Expedição Everest 2019

A expedição Everest 2019 tem por objetivo atingir o cume da maior montanha do planeta, o Monte Everest (8.848m) pela via “normal" conhecida como Face Sul, no Nepal.

O montanhista Rodrigo Raineri pretende descer do cume da montanha voando seu parapente especial para esse propósito enquanto o montanhista Mauro Chies (tambem um piloto experiente de parapente) o auxiliará na decolagem e descera pela via normal com os sherpas.
O cinegrafista da expedição ira documentar tudo do campo base com equipamento especial de longo alcance.

O deslocamento da expedição iniciará no dia 24/03/2019 com a partida do Brasil desde Sao Paulo com destino a Catmandu no Nepal.
Uma vez no Nepal os participantes irão iniciar a aclimatação e checagem de equipamentos e suprimentos. Inicialmente isso será feito na cidade de Pokara onde Mauro e Rodrigo irão realizar alguns “hike and fly”, ou seja, caminhadas de montanha e consequente voos de parapente da mesma.

Após a etapa de Pokara a expedição ruma para Lukla, onde deve começar a lenta caminhada rumo ao campo base do Everest. No meio do caminho Mauro e Rodrigo pretendem escalar o Lobouche East.

Uma vez no campo base os ciclos de aclimatação se darão da maneira usual e em meados de Maio os montanhistas pretendem atacar o cume na janela de bom tempo apropriada.

Terminada a etapa da montanha, a expedição retorna pela via usual até Lukla, Catmandu e de lá para o Brasil.

Integrantes:

Mauro Chies - Brasil
Rodrigo Raineri - Brasil
Julio Blander (cinegrafista) - Brasil


Abaixo os canais dos montanhistas:

Rodrigo Raineri
https://www.rodrigoraineri.com.br/pt/

Mauro Chies
http://www.maurochies.com.br
https://www.facebook.com/MauroChiesMontanhista
https://www.instagram.com/maurochiesmontanhista/

Patrocinador Mauro Chies:  Clínica Visão Serra

15 de março de 2019

Red Bull X Alps anuncia rota com Eiger e Mont Blanc

Texto: Tite Simões
Imagem: Red Bull X-Alps 2019




Serão 1.138 km de percurso entre Salzburg e Mônaco na mais difícil competição de aventura do mundo!


- Vai ser no quintal de casa! Assim o brasileiro Gui Pádua festejou a anúncio do roteiro da 16a edição do Red Bull X Alps, competição de aventura que reúne corrida, montanhismo e parapente. Segundo o brasileiro, que treina frequentemente em Chamonix (FRA) e Lauterbrunnen (SUI) “vai ser um roteiro bem louco, difícil, mas com muita beleza natural”.

O Red Bull X Alps é uma competição realizada a cada dois anos, considerada a prova de aventura mais difícil e cenográfica do mundo, sempre com largada em Salzburg (AUT) e chegada em Mônaco. Em 2019 o roteiro será ainda mais difícil por conta da condição climática que ainda se apresenta nos Alpes. Segundo Gui Pádua – que vai integrar a equipe France 3 como apoiador – “parece que teremos muita neve, porque neste momento já deveria estar derretendo, mas o clima continua muito frio e os voos serão gelados”.

O ponto alto (literalmente) do roteiro serão duas das montanhas mais emblemáticas da Europa, o Eiger, na Suíça, com 3.970 metros e o charmoso Mont Blanc, na França com 4.810 metros, este o mais alto dos Alpes.  Estas montanhas estão no alvo da maioria dos montanhistas e aventureiros do mundo e não terão painel de assinatura dos competidores, ou seja, eles podem passar voando a uma distância pré determinada.

De acordo com o regulamento serão 13 “turnpoints” (passagens obrigatórias) por seis países. Porém nem todos tem um painel de assinatura (signboard), o competidor pode passar voando, mas tem obrigatoriamente de ser a uma distância ou rota determinada pela organização do evento. No caso do Eiger pode passar a um raio de 1.500 metros do turnpoint marcado pelo GPS. Já o Mont Blanc deve ser passado pela face norte. Isso significa que o piloto de parapente pode saltar de outra montanha, mas deve sobrevoar estes dois pontos obrigatórios pelo regulamento.

Para 2019 o Red Bull X Alps terá os seguintes turnpoints (TP)



Largada: Salzburg, Áustria
TP 1: Gaisberg, Áustria (Signboard*)
TP 2: Wagrain-Kleinarl, Áustria (Signboard)
TP 3: Aschau - Chiemsee, Alemanha (Signboard)
TP 4: Kronplatz, Itália (Signboard)
TP 5: Lermoos – Tiroler Zugspitz Arena (no ponto mais alto passagem pelo norte; na base tem o Signboard)
TP 6: Davos, Suíça (Signboard)
TP 7: Titlis, Suíça (Signboard)
TP 8: Eiger, Suíça (passagem num raio de 1500m)
TP 9: Mont Blanc, França (passagem pela face norte)
TP 10: St. Hilaire, França (Signboard)
TP 11: Monte Viso, Itália (passagem num raio de 2.250m)
TP 12: Cheval Blanc, França (passagem pela face Oeste)
TP 13: Peille, França (Signboard)
Chegada: Mônaco
Signboard = quadro de assinaturas

Com largada prevista para o dia 16 de junho, esta edição da X Alps terá 32 atletas, sendo duas mulheres, de 20 países, que terão de percorrer uma média de 100 km por dia nas seguintes modalidades: corrida a pé, corrida de montanha, escalada, trekking e parapente. Cada atleta tem de percorrer as trilhas pelos Alpes e pode, a qualquer momento que achar viável, continuar voando de parapente.

Pela primeira vez esta competição terá a participação de um brasileiro na equipe de apoio, Gui Pádua, mineiro de 44 anos, campeão mundial de skysurf e recordista de travessia dos Alpes correndo a pé.  Ela participará como apoiador na equipe francesa, responsável por ajudar tanto o atleta francês, Anoine Girard, quanto os demais membros da equipe.


E você poderá acompanhar essa louca aventura aqui mesmo pelo Hike&Fly Brasil, fique de olho!

11 de março de 2019

Conheça o Red Bull X-Alps, competição que reúne hiking e parapente e que terá um brasileiro em 2019!

Texto: Geraldo Tite Simões
Imagens: Guilherme Padua

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Radical vezes cinco!



Guilherme Padua faz parte da equipe de Antoine Girard

Montanhismo é cansativo. Corrida na montanha é uma forma radical de curtir os pontos altos da natureza. Mas se misturar tudo isso com um voo desafiador de parapente nas mais belas montanhas da Europa aí temos o Red Bull X-Alps, uma competição  de 1.100 km por seis países, criada para superdotados, que em 2019 terá um brasileiro: Gui Pádua, 44 anos, mineiro de Pratápolis, hiker, paraquedista e campeão mundial de skysurfe.

- É uma prova casca grossa, exige experiência, resistência, não é pra qualquer um – explicou Gui Pádua, que integrará a equipe France 3, fazendo o papel de suporte do atleta Antoine Girard, quarto colocado nesta prova em 2015. “Minha função será acompanhar de perto o atleta, levar barraca, fazer comida, dirigir o carro de apoio e tudo mais que precisar!”, declarou entusiasmado o brasileiro que bateu o recorde de travessia da Suíça correndo a pé pelos Alpes.

Essa competição é realizada a cada dois anos e envolve cinco modalidades: corrida a pé, hiking, corrida de aventura, montanhismo e parapente, com largada em Salzburg (Áustria) e chegada em Mônaco. Cada participante tem de percorrer uma média de 100 km por dia, encerrando a difícil jornada com um voo até a bandeirada final. Nesta hora entra em cena o imponderável fator clima. Se não tiver condição de voo o competidor deve cumprir o percurso a pé ou dormir na montanha até esperar uma condição ideal de decolagem!

Segundo os próprios atletas esta é a mais difícil corrida de aventura do mundo, porque exige tanto física quanto mentalmente. É normal a desistência por esgotamento psicológico. Para Gui Pádua “o treinamento é físico é essencial, mas o que mantém o atleta é a força mental, ser capaz de se superar a cada dia”.

De acordo com o regulamento, os competidores não tem meta diária, vence quem chegar primeiro em Mônaco e esse tempo pode levar de 7 dias (recorde) até 14 dias, que é o tempo máximo. Um dos fatores que mais contribui para a diferença de média horária é a condição de vento. “Se os ventos estiverem na direção da meta, em Mônaco, pode reduzir bem o tempo total, mas se estiverem contra o ritmo fica comprometido”, explica Gui Pádua.

Outra curiosidade dessa competição é que os atletas não têm um roteiro definido, apenas são obrigados a passar por pontos pré-determinados. Cada um escolhe por onde e qual montanha vai subir, assim como o ponto de decolagem, mas devem passar por sete pontos obrigatórios que ficam registrados no aparelho de GPS. Essa é uma grande sacada dessa competição: cada atleta leva um aparelho de GPS com telefonia por satélite e os fãs podem acompanhar seu atleta favorito (ou mais de um) em tempo real!

Em 2019 já foram confirmados 32 atletas de 20 países, com idade média de 35 anos. O roteiro ainda não foi definido, porque muda a cada edição. A largada será dia 16 de junho, mas os competidores só saberão o roteiro no dia 12 de março. Claro que assim que for revelado vamos publicar  aqui no Hike & Fly.

Para ver como foi a prova de 2017 clique AQUI.