12 de dezembro de 2016

Voar de Parapente no Castelinho (Petrópolis- Serra dos Orgãos)


Texto e Imagens: Flávio dias - ALTITUDE PARAPENTE


Esse H&F já faz parte dos meus sonhos há bastante tempo, local muito bonito, fui diversas vezes a pé com a família e o dog, e sempre observava a condição.

A trilha do Castelinho é uma trilha bem gostosa de subir e dependendo da intensidade do vento, bem tranquila de voar, a montanha fica dentro da área de vôo da rampa do Morin na cidade de Petrópolis, região serrana do Rio.

A TRILHA


Iniciamos a subida pela estrada que dá acesso as torres do Morin, local conhecido como a rampa com maior desnível do país 1450ms, a caminhada até o Castelinho é bem sinalizada e pouco inclinada, a subida leva cerca de 40 minutos com folga. Alguns trechos entre pedras e com água potável pelo caminho.

A chegada ao topo é bem bonita, a área de floresta se abre e uma clareira que vai até o topo, com uma vista incrível do Rio de Janeiro e da cidade de Petrópolis.

Decolagem

A área do topo é bastante ampla e com boas opções de decolagem, escolhemos uma área bem no topo entre as pedras, um pouco mais curta, mas tínhamos um bom posicionamento no vento. As condições para voo no Castelinho são melhores em vento NW moderado, experimentamos a montanha com SE e SW, mas realizamos sempre decolagens para o NW em função da entrada do vento no topo. Como a montanha fica atrás das torres do Morin, desaconselhamos as decolagens com ventos fortes.

O voo


Um voo bem fácil, contamos com pouso na região da baixada, inclusive o pouso oficial de Fragoso, nas duas investidas o voo foi bastante promissor, ganhamos bastante altura sobre as pedras e partimos na direção de Guapimirim, aos pés da Serra dos Orgãos. A região de vôo já é familiar dos pilotos do Rio, o que torna o aproveitamento do local excelente, tendo em vista que as melhores rampas da cidade são de quadrante S e SW.

O Castelinho é uma boa opção de H&F para quem inicia no esporte, por tratar-se de um local com fácil acesso e voo tranquilo, com boa opção de pouso.

Participaram do vídeo, Flavio Dias e Samuel Rocha, e a equipe Go Drone

Link do vídeo:



26 de setembro de 2016

6 dicas para iniciar no Hike and Fly

Texto: Leandro Montoya
Revisão Técnica: John Betcher e Christian Boettcher
Fabio Ferreira "Pé"arrumando linhas de seu parapente no Pico dos Marins - SP

Introdução


São muitos os benefícios de subir a montanha caminhando até o ponto de decolagem, voce pode conferir e se motivar a praticar essa atividade lendo nosso outro artigo: 5 motivos para praticar Hike and Fly,
O texto abaixo é direcionados para pilotos de parapente formados que desejam iniciar na prática do hike and fly.
Se voce é um piloto iniciante ou aluno, recomendamos que esteja acompanhado de seu instrutor ou companheiros mais experientes para ajudar na avaliação dos riscos da rampa, condições de voo e pouso.

1)      Consiga um parceiro apropriado:

Seria perfeito realizar a primeira expedição hike and fly com pilotos já experientes nessa atividade. Se isso não for possível, procure um parceiro de confiança, disposto e prestativo. Melhor se for um piloto de parapenteou asa, mas não há problema caso não seja.
O parceiro ideal tem alto astral, conhece a trilha para subir a montanha e sabe andar no mato. Ele é capaz de usar um rádio e sabe pedir ajuda rapidamente. Uau, ele tem até treinamento em primeiros socorros!




2)      Escolha a montanha certa:


Para escolher a montanha certa, vamos levar em consideração 2 itens: a trilha e a rampa

A trilha deve apresentar um grau de dificuldade adequado ao condicionamento fisico do piloto. A ideia é caminhar de maneira prazerosa em ritmo confortável. Como referencia, trilhas que exijam até 45min são factiveis para iniciantes.

A montanha certa apresenta um local de decolagem seguro. Abrir uma nova rampa exige uma série de decisões e cuidados, veja mais sobre rampas no item específico mais abaixo.
Nos parece uma boa idéia iniciar o hike and fly no local habitual de voo, basta deixar o carro no pouso e subir caminhando, nas primeiras vezes voce pode pedir para seus amigos levarem seu equipamento no carro deles!

Caso a decisão seja explorar uma rampa fora do local habitual de voo, vale a pena contatar um piloto ou montanhista local, eles tem sempre informaçoes atualizadas e dicas valiosas.

A avaliação das condições de voo e de pouso são as mesmas que em qualquer sitio de voo convencional. O piloto deve ser capaz de realizar uma avaliação autonoma.

Créditos Imagem: Lucas Dantas

3)     Equipamento: alivie peso, mas leve lanche e água

O piloto deve levar apenas itens IMPRESCINDÍVEIS: Velame, selete, paraquedas reserva, variometro, radio e capacete.
Não levar painel de instrumentos, "roubada bag", gabarito, lastro, etc.
Levar lanche reforçado e água abundante, frutas secas  e barrinhas de cereal também vão bem.
A mochila deve estar regulada e precisa ter uma barrigueira.
O vestuário deve contemplar itens de proteção como oculos de sol e luvas e blusa leve.
Hoje em dia há parapentes e seletes apropriados para hike and fly. Eles sao leves e praticos de carregar.
Penso que os pilotos podem comecar no hike and fly com o equipamento convencional e ir comprando equipamentos leves aos poucos. 

Alivie o peso, mas capriche no lanche!


4)      Esteja 100% seguro sobre a trilha

A caminhada é muito mais prazerosa e revigorante para a mente quando o piloto conhece o caminho e está seguro. 
Quando o piloto não está seguro da trilha, aparece ansiedade e gasta-se muita energia com medo de se perder.
Chegar na rampa mentalmente esgotado pode levar a avaliações incorretas.

Portanto, reúna todas as informações possíveis sobre o caminho, converse com os locais ou vá com um amigo que conheça a trilha.
Importante começar a caminhada bem cedo para evitar o sol forte do meio do dia e ter mais tempo na rampa para descansar e avaliar a condição de voo.

Alvaro Pidde preparando-se para decolar no Pico dos Marins, depois de 2,5h de caminhada e 4h esperando condição de voo


5)      Avaliação  da rampa

Decidir o local da decolagem é uma parte MUITO DELICADA  da atividade Hike and fly. Dedique-se nesse tarefa com afinco e sem pressa.
Geralmente os locais de decolagem apresentam mais de uma opção de rampa ou saída. Listamos abaixo os critérios que usamos para determinar a rampa mais segura:

A rampa mais segura é aquela que, nessa ordem:

- Esteja com o vento de frente (ou apenas um pouquinho lateral),
- Não apresente outros morros a frente que possam gerar rotores logo após a decolagem
- Apresente espaço suficiente para abortar 
- Não apresente precipício a sua frente,
- Não apresente árvores altas logo após a decolagem
- Apresente poucos buracos, enroscos, plantas, pedras grandes

Outro desafio é não destruir a mata. Arrancar plantas ou arvores para preparar uma decolagem é inadmissível.


A go pro na cabeça é um risco desnecessário, em caso de colapso as linhas podem se enroscar na camera e agravar o acidenteCréditos Imagem: Lucas Dantas

6)      Esteja pronto para voltar sem voar

Esteja pronto para voltar caminhando se a condição de voo ou decolagem for perigosa.
A preguiça de voltar andando pode fazer voce tentar uma decolagem arriscada.
Para escapar da tentação de " forçar a barra na decolagem", um exercício psicológico pode ajudar:

a)    Pergunte a si mesmo: As condições estão adequadas para minhas habilidades? Se a resposta for não ou se voce titubear,  não decole e volte caminhado. Sempre haverá outra chance de voar.
b)      A caminhada por si só é uma atividade completa. Sinta-se feliz por ter realizado pela caminhada. O voo é a cereja do bolo e não o bolo inteiro.


Notou alguma dica importante que não citamos? Comente!



20 de agosto de 2016

Fledglings (Crítica de Filme)


Escaladores decolando de Orozaba Peak, no México
Dois escaladores de rocha profissionais decidem aprender a voar de paraglider. Ainda no primeiro ano do esporte, partem em expedição de "alta" montanha para tentar decolar do pico mais alto do México, feito inédito até então.

O curta-metragem conta como Cedar Wright  Matt Segal, escaladores casca grossa e consagrados no circuíto, se divertem e lidam com a situação de "iniciantes" no voo livre.

O tom leve e bem humorado convida o espectador a para flertar com o parapente de aventura, a boa montagem deixa de fora o "feito épico de atletas super preparados" e coloca em cena o montanhista comum, com aquele super final de semana de céu azul e boa disposição


Captura com simplicidade e emoção os momentos decisivos na aventura: a avaliação do tempo, o ataque ao cume e decolagem. 


Um convite a vida outdoor e experimentação do hike and fly! 


1 de agosto de 2016

Voar de Parapente na Pedra da Gávea

Texto e fotos: Flavio Dias, Altitude Parapente



O Hike and Fly da Pedra da Gávea é considerado o início do esporte em território brasileiro, segundo alguns registros de lá foi realizado o primeiro voo de parapente no país.

O lugar é incrível, com uma trilha bastante íngreme e cansativa, feita em um tempo normal de
2h15m de caminhada semi- pesada, com alguns trechos de escalada nível básico. O trecho da
"carrasqueira" requer maior atenção, uma parede de 18ms sem proteção, onde é necessário
o uso de equipamentos de segurança.


A Trilha para Pedra da Gávea


A trilha inicia no Condomínio na Estrada Sorimã, para maior conforto deixamos sempre o carro
no Clube São Conrado de Voo Livre, de lá partimos em um dos carros de resgate que trabalham no Clube. O caminho é bem sinalizado e difícil de confundir, com água no início e meio.

As melhores condições de decolagem no topo da Gávea são nos ventos Leste, Leste/Nordeste e Nordeste, normalmente fracos a moderados, são possíveis decolagens nos quadrantes Sul e Sudeste, já realizamos decolagens nos quadrantes Oeste e Sudoeste mas com fatores complicadores.

O Voo de Parapente da Pedra da Gávea


O voo é bem bonito e bem tranquilo de ser realizado inclusive por pilotos sem grande experiência, com sobrevoo da área de São Conrado, podendo sobrevoar uma boa distância, dependendo da condição visitando a estátua do Cristo, no morro do Corcovado!

O Pouso


A área de pouso utilizada é a do Clube São Conrado de Voo Livre, na orla de São Conrado, onde existe banheiro e chuveiro, o banho de mar e o açaí gelado depois da aventura é obrigatório
para finalizar esse Hike and Fly clássico.

Desaconselhamos a subida após períodos de chuva, pois a trilha fica bastante encharcada e o
risco de entubar é grande.


Video:


Hike And Fly Gavea from Samuka on Vimeo.



TRILHA ALTERNATIVA


Essa trilha é uma nova opção de subida para a Pedra da Gavea, bastante exigente para o H&F devido a inclinação e escadas de raiz que exigem muito das pernas da galera.

O desbravador dessa trilha foi o escalador e piloto Gustavo Silvano que me convidou para subir quando foi colocar os cabos de proteção na via, a trilha percorre parte do caminho feito pelos exploradores para a Pedra, ele iniciaram pela atual rampa de Asa da Pedra Bonita, e a grande vantagem que boa parte do caminho é plano e fácil de caminhar, essa parte do caminho reduz o tempo de subida em até 1:00.

Gastamos cerca de 40 minutos de caminhada até a chaminé Eli, o trajeto por dentro da chaminé é bastante arriscado, pois eleva-se há 20 metros, nesse trecho o Gustavo achou um trajeto de pedra exposto, onde colocou proteção de cabos de aço e correntes, m,as o uso de equipamentos é aconselhável.

Após a passagem desse trecho, estamos há 20 minutos da Praça da Bandeira, e daí em diante usa-se o caminho habitual de subida.

É bom que se utilize guia para esse H&F, pois trata-se de um percurso novo e as proteções instaladas ficam um pouco escondidas, a passagem por dentro da chaminé com equipamentos é bastante perigosa.

Participaram das imagens desse vídeo,. Flavio Dias E Gustavo Silvano.

Vídeo:

Hike&Fly Gavea Rock, Rio/Brazil from Altitude Parapente on Vimeo.

6 de julho de 2016

Serra do Elefante - Mateus Leme

Texto e imagens: Carlos Bernardes
Revisão Leandro Montoya



A Serra do Elefante (1.253m), na cidade de Mateus Leme,  está a apenas 60km de Belo Horizonte. O nome vem de sua semelhança a um elefante deitado ao ser vista pelo lado Sul. Além de todo o visual, esse roteiro é atrativo porque a rampa permite decolagens para qualquer direção de vento, aumentando em muito as chances de sucesso na expedição.
A opção Hike and Fly é pela trilha que parte da cidade e serpenteia a serra até o cume.
Há também a opção de subir pela Trilha dos Escravos, que dá acesso pelo lado norte.

A estratégia geral


A Serra do Elefante tem acesso relativamente fácil, a empreitada pode ser realizada em 1 dia.
É possível fazer bate e volta mesmo saindo de Belo Horizonte.
Para aqueles que desejam se hospedar na Cidade, o autor recomenda o hotel Pont Chic (Av. José Surdo, 870, Centro), que tem vista para a montanha, ou o hostel Tatoo Sports (futuro breve).



Os quadrantes vento e Condições de voo


Há três rampas na Serra do Elefante e são possíveis decolagens de todos os quadrantes, isso faz do pico muito atraente para Hike and Fly. O sitio de voo é termal, com pouca influencia do vento de Encosta (lift).

Localização e Como Chegar


De carro
Partindo de Belo Horizonte, seguir em direção à BR 381 sentido São Paulo .
Passar Betim e virar à direita pela BR 262
Seguir até Juatuba e pegar a MG 050 em direção a Divinópolis. 
Entrar na primeira cidade a direita, é Mateus Leme.
Estacionar na Praça do centro e iniciar a caminhada

De ônibus
Há duas opções de ônibus: 
a) Embarque e saída ao lado da rodoviária direto para Mateus Leme, conhecido como  "verdinho", viação Itaúna e Divinópolis-MG. Tempo de viagem 1h10m minutos; Ou
b) Onibus Intermunicipal que parte da Estação do metro (Eldorado a Mateus Leme). Tempo de viagem 1h30m


A caminhada


Há três opções de trilhas para chegar ao topo da Serra do Elefante, todas são bem marcadas e fáceis de seguir: 

a) Subida total pela estrada: 
 https://www.youtube.com/watch?v=38kyXs_4THE

b) Subida pela a pista de downhill 

c) Subida pela Trilha dos Escravos: https://www.youtube.com/watch?v=HTmwycsg80g

Em média, são 5kms de subida, o percurso pode levar 1 a 2 horas com equipamento até 10kg e 3 h a 4h com equipamento normal +- 20kg. 




Três opções e rampa para decolagem na Serra do Elefante


1:A rampa do Tatu, que fica localizado a esquerda da igrejinha, quadrantes de vento leste, sudeste e sul, que da sentido a Mateus leme. Esta rampa deve receber ampliação e melhorias para melhor atender eventos e cursos avançados


2. Rampa da venture, localizado a na parte sentido Boa Vista, a 2 km. o Acesso é pela torre da Policia Militar, atende os quadrantes de vento norte a nordeste

3. Rampa do Dên- Dê, localizado a parte da entrada do radar Meteorológico, na parte de Mateus Leme, quadrante de vento sudoeste, oeste e noroeste.

As rampas também tem acesso por autmóvel e estão no Guia 4 Ventos:



O Pouso


Os pousos oficiais são amplos e abaixo das rampas, estão na Fazenda Jacarandá, Fazenda dos Abrolhos e Fazenda Boa Esperança. 


As saídas dos pousos são da seguinte maneira: para fazenda dos Abrolhos ou fazenda J
acarandá,vire de frente para serra e sega para a seu lado esquerdo. Para a fazenda Boa Esperança, vire-se de frente para a serra e siga para a seu lado direto,depois de sair da Fazenda.

Dicas para voos de cross e vídeos


De Mateus a Itauna e Divinópolis: https://www.youtube.com/watch?v=s0g9gHRuJ6c

Uma Amostra do sitio de voo autorizado via Notam(Serviço Aeronáutico) para o Clube Tatoo Sports ,Raio poligonal de Mateus Leme a Divinopolis (1522/2016)

De Mateus Leme a Pará de Minas ou Bom Despacho: é possível realizar um voo xc de parapente na serra do Elefante Mateus Leme e depois de 30kms, fazer o pouso na própria serra https://www.youtube.com/watch?v=WTwz0xie7ys

De Mateus Leme a Martins Campos(129 kms): https://www.youtube.com/watch?v=u37mMEDaC3I



Ônibus de retorno a Mateus Leme

Estando na Mg 050 – pegar ônibus em sentido Belo Horizonte, comprar a passagem até Mateus Leme.
Estando na BR 262 – Pegar ônibus em sentido Belo horizonte, comprar passagem até Juatuba, descer perto da cervejaria Ambev e pegar ônibus intermunicipal de Juatuba a Azurita e descer em Mateus Leme.


Referencias:




Hostel Tatoo Sport: Estamos terminando a casa do esportista Mateus Leme,um hostel familiar para 50 pilotos ao preço integral de R$20,00 a diária. Pilotos associados terão 50% de desconto.


O Clube de voo Livre Tatoo Sports (suporte local)


Antes de programa sua vinda, favor nos avisar para providenciar tudo e acertar detalhes, pelo canal do site do clube ( www.clubevoolivre.tatoosports.com.br ) ou pela fan page ( www.facebook.com/tatoosports ), oferecemos suporte com guia local, resgate e operação das atividades para os pilotos visitantes e acompanhantes a preços muito atrativos. Funcionamento de segunda a Segunda das 8;00 as 18:00 hs.



30 de junho de 2016

Morro do Cobiçado - Petrópolis (Serra dos Orgãos)

Texto e Imagens: Flávio Dias
Desbravadores: Flávio Dias,  Samuel Rocha, Marcelo Peçanha e Gustavo Russi.

Equipe Altitude Parapente.


Voando Pertinho da Serra dos Orgãos

O Cobiçado fica na bairro do Caxambú, na cidade de Petrópolis, seu cume fica a 1650ms, a trilha leva em média 2 hs com bom preparo. O acesso é feito por Santa Izabel. O potencial de voo é decolar e voar pertinho da Serra do Orgãos! Em uma das investidas, os pilotos pousaram aos pés do Dedo de Deus!

A trilha 


A trilha tem inicio por um plantio de hortaliças da região, o caminho evolui gradativamente conforme se chega ao topo.


Tem que se ter atenção a uma bifurcação que hoje encontra-se bem sinalizada, e demarcada, o caminho é bastante bonito e a vista das montanhas da região de Itaipava e Corrêas, que fazem limite com o Parque Nacional da Serra dos Orgãos.

A decolagem e voo



A área do topo tem espaço, e facilita a abertura e montagem dos parapentes, a vegetação as vezes pode atrapalhar um pouco, normalmente fazemos a decolagem do topo, mas tem que ter habilidade pois decola-se pulando sobre algumas pedras.

Não se trata de um voo para pilotos com pouca habilidade, devido a poucas áreas de pouso abaixo da decolagem e a forte atividade térmica da região, realizamos voos com os quadrantes Norte e 
Noroeste, o sentido do voo é para a baixada e boa possibilidade de XC.

A melhor investida desse H&F foi de Noroeste, o teto estava uns 800ms acima da montanha e pudemos avaliar bem como é o voo daquele lado, evitando entubar cruzamos a região do Parque Nacional pousando em Guapimirim, aos pés do Dedo de Deus.




O visual é incrível e se mostra como uma das melhores opções já pesquisadas na região, apesar da grande altitude da montanha a frente é livre de montanhas que possam oferecer rotorização e aceleração de vento, porém desaconselhamos a decolagem com vento superior a 20 km/h, pois a tirada para o pouso pode ser bem turbulenta tendo em vista que essa é feita por trás da montanha.

São diversas áreas de pouso na região da baixada, ou pode-se utilizar a área de pouso oficial de Fragoso, onde possui linha de ônibus para retorno a cidade.

Video

Um visual I-N-C-R-I-V-E-L da Serra dos Orgãos. Imperdível

URL para Vídeo: https://vimeo.com/130997061




Primeiro Voo de Parapente do Parque Nacional do Itatiaia




Hike and Fly no Parque Nacional do Itatiaia

Montanhistas decolaram de parapente pela primeira vez do Parque Nacional do Itatiaia, a mais de 2.600m de altitude. A expedição de nove integrantes, dos quais seis eram pilotos, foi realizada com a aprovação e apoio da administração do parque no dia 16 de junho de 2016 e deu mais um passo em direção ao voo livre de montanha no Brasil.

O Parque Nacional do Itatiaia (PNI) é o mais antigo do país, fundado em 1937 e abriga, protege e organiza a visitação de três das dez mais mais altas montanhas do Brasil: Agulhas Negras (2.791m), Morro do Couto (2.680m) e Pedra do Sino do Itatiaia (2670m). Está localizado entre os estados de Minas Gerais e Rio de Janeiro, bem próximo a São Paulo, na Serra da Mantiqueira. A direção do Parque pretende utilizar o relatório desta expedição para apoiar a avaliação de regulamentação deste esporte dentro dos seus limites. 

O local escolhido para a decolagem foi em uma crista próxima ao inicio da trilha do Morro do Couto, em direção ao Vale do Paraíba com linda vista para Serra Fina. 


A expedição e organização 

A expedição foi organizada por João Simonsen, aventureiro e empresário em São Paulo, que também cuidou da articulação junto a administração do parque para obter a autorização para a decolagem: 

- A administração do PNI, na pessoa do Leonardo, foi muito atenciosa desde o inicio do projeto. A maior preocupação deles é garantir a segurança dos membros da expedição, a segurança dos outros visitantes e o mínimo impacto na fauna e flora. - Diz João.

Os requisitos do parque foram atendidos de maneira criteriosa: João convidou apenas pilotos com experiência comprovada em montanhismo e a expedição foi no modelo “hike and fly”, no qual os pilotos carregam seu equipamento até o ponto de decolagem sem ajuda de veículos. Ainda, os pilotos se comprometeram a não arrancar nenhuma planta e decolar na paisagem como ela se apresentasse.

Os membros são de diferentes localidades: pilotos de Monte Verde - MG: John Boettcher e Christian Boettcher, pilotos de São Paulo capital: João Simonsen, Fabio Ferreira, Jefferson Estevam e Leandro “Montoya”, e equipe de apoio e suporte: Bharbara Cavalcante (Monte Verde - MG), Myka (São Bento do Sapucaí-SP) e Dian (Itamonte-MG).

“- Todos colaboraram de alguma maneira. Voamos juntos há algum tempo e já fizemos expedições juntos, inclusive fora do Brasil, então foi muito fácil o entrosamento”. diz John Boettcher



Os detalhes para realizar o primeiro voo do  Parque Naciona do Itatiaia

O planejamento levou meses, a analise prévia mostrou que o relevo do PNI apresenta inúmeros locais com possibilidade de decolagens. Os pilotos avaliaram as áreas próximas ao maciço das Prateleiras e Morro do Couto como as mais indicadas para decolagem com vento sul ou sudoeste e então escolheram datas com previsão de vento favorável a essas direções. Com esse cenário estaria garantido a decolagem em direção ao Vale do Paraíba, o qual apresenta muitas pastagens e campos com vegetação rasteira ideais para o pouso.

Com autorização em mãos, previsão do tempo favorável, equipamentos e malas prontas, a expedição se instalou por 3 dias no Abrigo Rebouças dentro do PNI. O abrigo, recém reformado, tem ótima estrutura com cozinha, refeitório, beliches, banheiros e ducha (fria). Muito frequentado por montanhistas, o clima é sempre de alto astral. O Abrigo Rebouças é disponível para qualquer visitante mediante agendamento prévio no site: http://www.icmbio.gov.br/parnaitatiaia/reservas-reboucas .


Bem cedo na manhã do dia 16 os pilotos partiram com as malas nas costas rumo as montanhas, eles avaliaram 3 pontos de decolagem: o cume do Morro do Couto; uma laje de pedra voltada para sul próxima ao paredão Luiz Fernando; e uma crista com vegetação de campo de altitude, mais perto do inicio da trilha do Couto.

“- Entendemos que por estar em uma unidade de conservação, nenhuma atividade pode ultrapassar a prioridade de preservação dos recursos naturais, por isso a escolha do local de decolagem prezou a segurança e o mínimo impacto. Nós não abrimos uma “rampa” no Itatiaia, nós apenas usamos uma área natural propícia que já estava lá, não removemos nenhuma planta ou arbusto e evitamos pisoteamento, houve alguma dificuldade com o enrosco das linhas do parapente, mas foi preciso conviver com isso sem conflitar com os objetivos da unidade”. - diz Christian Boettcher.

Myka, montanhista de São Bento do Sapucaí que acompanhou a expedição como suporte, também ponderou a segurança: “os pilotos cogitaram decolar do cume do Morro do Couto, uma rampa natural de pedra, exigente e arriscada, mas optaram pela área de vegetação na crista por ser mais segura”.


O VOO

O voo durou cerca de 30 minutos e seguiu em direção para Vale do Paraíba, você pode conferir as lindas imagens no filme da expedição “Amantikir” disponível em https://vimeo.com/172112054.

“O parapente depende das condições meteorológicas para ganhar altura, então ficamos observando os pássaros e urubus para identificar as zonas ascendentes. Tínhamos esperança de subir e voar sobre o planalto do Itatiaia, mas não foi possível nessa primeira expedição, então voamos direto para o vale”. - explica John Boettcher, o primeiro a decolar.

O pouso foi tranquilo, em um pasto próximo ao km 16 da Estrada Rio - Caxambu, a mesma da dá acesso ao PNI para quem vem da Rodovia Presidente Dutra.



O parapente e as montanhas

O termo parapente tem origem no idioma francês em uma adaptação livre das palavras “parachute”  (paraquedas em inglês) + “pente” (encosta ou declive em francês). O esporte nasceu no final dos anos 70, também na França: montanhistas utilizavam paraquedas adaptados para descer das montanhas após suas escaladas.

O Brasil seguiu um caminho um pouco diferente: a prática do parapente (ou paraglider) se instalou junto a comunidade dos pilotos de asas delta e seguiu o costume de subir ao ponto de decolagem com veículos motorizados.

Por isso, as decolagens de montanhas de acesso apenas por caminhada ou escalaminhada é tardia no Brasil: só para ter referencia, a primeira decolagem de parapente do Mont Blanc, na França, é datada no final dos anos 80.

Para Leandro Montoya, a tendência está ganhando força no Brasil: “A prática do “hike and fly” (caminhada e voo) está crescendo a cada dia, há grupos organizados em São Paulo, Paraná, Rio de Janeiro e Minas Gerais”.


Além das redes sociais, pilotos se organizaram para difundir informações e pontos de decolagem dessa modalidade em hikeandfly.com.br que já conta com 10 roteiros, a maioria em SP e MG.


VIDEO

Confira o filme da Expedição: "Amantikir":

AMANTIKIR from João Pedro Simonsen on Vimeo.