10 de novembro de 2015

Novas Rampas e Hike and Fly na Pedra Grande

TEXTO: Leandro Montoya REVISÃO: Fábio Pé
Voce sabia que há outras duas rampas na Serra de Atibaia?

Introdução


O nome Pedra Grande, atribuído a tudo quanto é pedregulhozinho por aí, não faz jus à importância da formação de granito que coroa a estreita serra a leste da cidade de Atibaia. Em seu seio, sem complicações, há dezenas de trilhas para bikes, motos, jipes, trekking, vias de escalada, cachoeiras, além do vasto e democrático platô, esparramado para oeste: uma recompensa regada a rubi a cada por do sol de um dia de aventura e rampa natural de lançamento do colorido vivo das asa-deltas e paragliders.

Todos os atrativos da pedra grande, aliado ao fato de ser um dos pontos de turismo natural mais próximos de São Paulo, faz com que a já penosa e esburacada estrada de terra, que tem 18km do pouso até a rampa, se transforme em uma caravana bíblica de veículos de todos os tipos, afogados em um deserto apertado de poeira e lama, condutores  bons de grito e péssimos de volante em um martírio que pode passar de 90 minutos. 

Literalmente pelo outro lado (da serra), a trilha a pé do pouso até a rampa tem apenas 3,5km, passando por pedras redondas, um ponto de água potável e canto dos passarinhos que vai oferecendo ao caminhante de 1h a 2h de prazer na natureza. 

A triha a pé também proporciona acesso a outras 2 rampas na serra da Pedra Grande, uma que permite decolagens com o vento um pouquinho mais forte e outra que permite decolagens para novo quadrande.

Veja como praticar o "hike and fly" é o jeito mais prático de voar na Pedra Grande.

Estratégia Geral


Hoje o carro fica no Pouso, champs!
O planejamento de um dia de hike and fly na Pedra Grande é praticamente o mesmo para quem faz o voo tradicional, com a vantagem que voce não vai precisar de resgate.
Estacione o carro no pouso oficial de Atibaia, suba a trilha até uma das 3 rampas, decole, faça seu voo e retorne ao pouso oficial voando.
A subida a pé da Pedra Grande inicia no pouso livre oficial de Atibaia e leva de 1h a 2h de caminhada por uma trilha bem marcada.
Independente da rampa que voce irá decolar, sempre é possível chegar ao pouso.

Localização e como chegar


Atibaia está a 65km de São Paulo. O acesso mais simples é pela rodovia Fernão Dias. O motorista deve passar o pedágio de Mairiporã, seguir por mais uns 20min e pegar a saída a direita no posto de combustível Frango Assado. Passar a rotatória e seguir em frente por mais 5 minutos por estrada sinuosa até chegar a avenida principal. A partir daí há placas para o pouso livre: basta virar a direita, descer e depois virar a direita e esquerda.

Vento e condições Meteorológicas


A Pedra grande conta com um estação de medição em tempo real: 

Por ser uma rampa homologada e bastante popular, cada piloto tem suas próprias referencias para velocidade e direção do vento ideais. Abaixo um resumo simples apenas para referencia.

A rampa Pedra Grande permite decolagens seguras nos quadrandes de NW a W. A velocidade do vento costuma estar legal na rampa quando a previsão nos sites windguru e similares indica velocidade abaixo de 10km/h e rajadas até 15 ou 17km/h. Também é possível decolar com vento WSW e N(fracos), porém não é indicado.

A outra rampa, aberta pelos pilotos Edu e Fábio Pé, é indicada para dias de vento N um pouco forte ou NE fraco.

Por último a rampinha abaixo da pedra do Sorriso é indicada para dias em que o vento está NW mas um pouco forte na rampa da Pedra Grande .

Detalhes e localização das rampas mais abaixo.

A Trilha

WP inicio da Trilha:  23° 9'9.93"S  46°32'4.69"W 


O acesso a trilha da pedra Grande é pelo condomínio Arco Íris, que fica bem ao lado do pouso. O piloto pode optar por estacionar o carro no pouso e subir o trecho de asfalto a pé (15min) até o começo da trilha ou, estacionar o carro já no inicio da trilha e buscar o carro depois de pousar.

A trilha inicia com inclinação leve e passa entre dois conjuntos de grandes blocos de pedras redondas. Há diversas  pequenas bifurcações nesse trecho mas todos levam a um mesmo ponto. Continue caminhando, passe pelas escalaminhadas de pedra do melhor modo que puder e siga na trilha até que as pedras fiquem abaixo de você.

Muita atenção para a bifurcação da foto abaixo: já acima das pedras voce deverá decidir se vai para pedra Grande ou para as outras duas rampas. 
WP Bifurcação:  23° 9'16.78"S  46°31'50.93"W

Atenção na Bifurcação. Imagem e Piloto: Alvaro Pidde


Trilha para Pedra Grande


O caminho para Pedra Grande é seguindo em frente na bifurcação, de modo longitudinal com a serra, em uma direção pouco instintiva pois dá a impressão de começar a descer. Essa é uma parte agradável da caminhada porque tem um pouco de sombra. Siga até chegar a bica de água. Essa água é potável.

Logo depois da bica, vire a esquerda em uma bifurcação pouco evidente, em uma subida ingrime. A partir daqui a trilha passa por um breve trecho mais plano e depois fica bem inclinada em um solo bem erodido, continue subindo até chegar atrás de uma pedra bem grande em uma bifurcação. Esse é o trecho mais duro da caminhada. Para os pilotos locais,  este trecho é o famoso "forninho".

Aproveite esse trecho da trilha para já sentir as condições do vôo
Depois de subir todo o forninho, há um ponto de bifurcação na crista, vire a direita e siga pela trilha que está  apertada entre as pedras, você deverá sair em cima da pedra da escalada ou pedra do rapel. Esse é o trecho mais belo da caminhada, note que há vários grampos de vias de escalada a sua direita, quase no abismo. Se houver outros pilotos voando, eles provavelmente estarão aproveitando o lift aí bem pertinho de você. Hora de ver a condição e já ir pensando em seu plano de voo.

Continue caminhando sobre toda pedra da escalada e desça no lado oposto até a trilha novamente, a partir daqui não tem como errar, basta seguir em direção a pedra grande e subir um último e mais
exigente step até a rampa.


A rampa e decolagem da Pedra Grande

WP 23°10'1.77"S  46°31'44.33"W 

Rampa clássica da Pedra Grande recebe o voo livre desde os anos 80! Imagem: Montoya

O platô da Pedra Grande é tão amplo que se você estiver sozinho pode ser difícil encontrar o ponto exato de decolagem. A melhor referencia é que rampa de parapente da fica a esquerda da biruta, de quem olha da pedra para a cidade, este local é o que tem menos enrosco no chão e a cor da rocha é um pouco mais escura. Muito provavelmente você encontrará outros pilotos e isso não deve ser uma dificuldade. 

Trilha para Rampa NE e Rampinha de baixo



Atenção na bifurcação. Imagem: Alvaro Pidde
A partir da bifurcação acima das pedras redondas, vire a esquerda e siga subindo em direção à crista da serra. o caminho é bem marcado e, caso encontre alguma pequena bifurcação, mantenha a esquerda. Seu objetivo é seguir "o mais reto possível" até a crista da serra.

A Rampinha que permite decolagem em dias de vento mais forte fica a uns 30m da trilha, a esquerda, bem abaixo de uma pedra rachada que, a distância, parece uma "vagina" (sim, isso mesmo que você leu) Essa descrição é do Piloto Pé, que depois de várias vezes tentando explicar a localização sem sucesso nas conversas com outros pilotos, arrematava: "Tá ali ó, embaixo daquela bu***a, p****! ".

A Rampa N NE, também chamada de Rampa do Pé (Fábio) e Edu, fica mais para cima, uns 40min depois da Rampinha. Siga pela trilha, você vai passar por algumas pedras e mantenha sempre a esquerda, apenas quando chegar em uma bifurcação já quase na crista da trilha, vire a esquerda em uma evidente bifurcação. 
Depois da bifurcação a caminhada leva entre 5 a 10 min voce deve reconhecer a rampa a sua direita, uma laje de pedra inclinação moderada indica o local, a rampa é na pedra que está acima da laje.
 Não há água nessa trilha


A Rampinha de baixo

WP:  23° 9'18.40"S  46°31'46.94"W 

A rampinha é de mato baixo e tem uma inclinação de uns 20 a 25 graus. Devido sua posição ser praticamente no meio da serra, já para baixo do "forninho" por exemplo, é difícil ganhar altitude ao decolar daqui, sendo mais usada para fazer um voo preguinho apenas para não perder o dia. Entretanto o Piloto Fábio já decolou daí e ganhou 300m em cima da rampa, para desespero de todos os pilotos que ficaram assistindo ele da rampa homologada da Pedra Grande, que estava sendo varrida com a ventaca.

A rampa tem espaço para 1 vela e decolagem bem tranquila, sendo possível abortar se necessário. O matagal, embora um pouco esburacado, permite ao piloto arrumar a vela na cabeça e decolar tranquilo.

A Rampa NE ou Rampa do Pé

 WP:  23° 9'31.79"S  46°31'34.70"W

Preparando a decolagem na Rampa do Pé (Rampa NE). Imagem: Montoya

Essa rampa é extremamente útil se o vento for N fortinho ou NNE fraco, pois essa configuração proporciona um voo muito ruim ou mesmo um não voo na Pedra Grande.
Quando o vento está N alinhado e um pouco forte, os pilotos que decolam da rampa oficial na Pedra Grande ficam expostos ao ar rotorizado que vem do lomo de serra logo em frente a Pedra da Escalada. Os pilotos afundam nessa zona de baixa sustentação ao mesmo tempo que quase não conseguem avançar por conta do vento fortinho. Muitos não chegam no pouso oficial. Por isso em dias de vento N forte, considere experimentar a Rampa do Pé.

Quase chegando na Rampa do Pé
Imagem: Montoya
Por outro lado, essa rampa é extremamente exigente e não decole se não estiver seguro. O espaço de corrida é limitado e não há espaço lateral para muito lelelê, o piloto tem que arrumar a vela na cabeça e sair seguro e com pressão para não afundar na cara da rampa e bater na laje de pedra logo abaixo.

Mirada para NNE, cuidado com a árvore e deverá sair para esq.
Imagem: Montoya
Em caso de ventro NE é ainda mais dificil pois a direção que voce vai correr não é exatametne a direção que voce irá sair. A corrida será para NE e a saída para N. Sim, o voo se desenvolve para a mesma face da Pedra Grande e o pouso é também no oficial. A rampa tem espaço apertado para uma vela, que deve ser aberta no mato logo atrás da pedra.

Eu já me estrumbiquei nessa rampa uma vez, a vela afundou na frente da rampa, "cai" na laje embaixo da rampa e a vela ficou toda presa na árvore. Claro que também já decolei dai outras vezes sem nenhum problema.


O Voo


A Serra de Atibaia proporciona voo de lift, térmicas, cross, tudo ao gosto do piloto. Para nosso caso do hike and fly, partindo do pressuposto que o piloto não tem resgate, o que vale é se divertir a beça e, quando cansar de voar ou a condição não permitir mais, pousar seguro no pouso oficial de Atibaia.

O Pouso


O pouso oficial é amplo, plano, bem cuidado e com duas birutas, uma em cima do barzinho e outra no muro, no lado oposto da rua. Em dias clássicos com vento NW ou N  a aproximação é por cima do riacho que divide o pouso do condomínio Arco Íris.
O CAVL pede que os pilotos enrolem o paraca na lateral do pouso para evitar atrapalhar o pouso de outros pilotos e das asas, especialmente no "crowd" do final de semana.

Consiga companhia para seu Hike and Fly na Pedra Grande


Está cada vez mais comum pilotos subirem a pedra grande a pé para voar. Muitos despacham seus equipamentos com algum piloto que vá subir de carro e caminham sem peso nas primeiras vezes

Os instrutores Edu e Maurício, de vez em quando, sobem com seus alunos e amigos.

Entretanto, o maior praticante de Hike and Fly atualmente é o Piloto Fábio Pé, o "nóia". Montanhista desde sempre, ele sobe a serra duas ou três vezes por semana. Se voce tiver dúvidas sobre a trilha ou agendar uma subida e voo, bate um papo com ele.

Piloto Local: Fábio Pé Tel: 11-99904-1729


Veja também outros guias e locais para prática do Hike and Fly:


SP - Pico dos Marins - Assista aos vídeos com decolagem a 2.400m e lift na maior montanha de São Paulo.

GO - Chapada dos Veadeiros - Encaixe um voo em sua programação na Chapada!

SP - Pico da Onça - Linda caminhada e voo entre SP e MG

5 Motivos Para Praticar Hike and Fly

28 de outubro de 2015

Voar de Parapente da Pedra da Macela

TEXTO: ELIAS LOBO -  REVISÃO LEANDRO MONTOYA
Depois do voo vamos pegar uma onda? Foto: Elias Lobo



Introdução


A Pedra da Macela está a 1.800 metros de altitude na divisa dos estados de São Paulo e Rio de Janeiro. No topo da Pedra tem-se uma vista de 360o da região de Cunha e em dias claros avistam-se a Ilha Grande e as baías de Angra dos Reis e Paraty. O desnivel é de 1.830m em um voo lindo na Serra do Mar. 


Estratégia Geral


A Pedra da Macela é um destino de acesso fácil: são apenas 2km de caminhada em estradinha de asfalto a partir do estacionamento do carro. O voo acontece da serra do mar para o litoral, com pouso perto da praia.

O resgate deverá deixar os pilotos perto da rampa e já pode se direcionar para descer a serra pela estrada Cunha-Parati.
Portanto, esse é um destinho hike and fly legal para quem está iniciando, há um trechinho de caminhada, porém o esquema geral do seu dia será semelhante a um dia de voo em rampas comuns, com acesso e necessidade de resgate.


Acesso


Legal, dá para levar o equipo no carrinho! Foto: Elias Lobo
O acesso está na Rodovia Cunha-Paraty, km 65, onde há uma placa para "Pedra da Macela". Daí são mais 4 km de estrada de terra até o estacionamento na porteira de Furnas deve-se seguir a pé por cerca de 2 km em estrada asfaltada. A rampa fica junto a antena de transmissão. 

Pode-se conseguir a chave do portão na Pousada Mercado de Pouso em Paraty Tel.:(24) 3371- 1114 / (24) 3371- 1114./



Condições meteorológicas


O quadrante para decolagem segura é Leste ou Nordeste. Neste dia o vento estava na direção norte com ciclo de rajadas entre 9 a18km /h , espaçado entre 2 minutos entre a máxima e a calmaria que durava 5 minutos.

A decolagem


A rampa fica bem atrás das antenas, é improvisada e contém muitos arbusto que podem dificultar a decolagem. O vôo no local deve ser bem estudado pois é uma área de constante rotor caso o vento não esteja na direção certa(E- NE). 
Consideramos a rampa (Nível II), para um piloto com bom controle de vela a decolagem é sem problemas, já pilotos com pouca ou nenhuma experiência não é aconselhado se aventurar, na frente da rampa há um abismo de 630 metros.

O voo


Vôo deslumbrante pela serra da Bocaina, pousando ao nível do mar, na cidade histórica de Paraty.  
A Geografia é muito interessante e pode se notar um extenso corredor entre as montanhas com 1830 metros e ao fim a praia com muitas ilhas, antes de chegar ao pouso tem montanhas, que com conhecimento em Lift pode se ganhar mais altura.


O pouso e Resgate

WP: -23°07’17.54”, -44°42’33.38”


O pouso oficial, a 9 km da rampa, fica junto estrada Rio-Santos, na praia brava em Paraty.

Depois de pousar, o piloto pode caminhar de volta para rampa (!) em uma trilha seguindo em direção a Pedra Macela, são menos de 4 horas de caminhada. Será preciso ótimo preparo físico.

Nós utilizamos resgate de carro, o motorista resgate saiu da pedra Macela depois que pousamos: levou 40min. de caminhada até a porteira onde estava estacionado o carro, seguindo por mais 1h30min. para Paraty, 70% da estrada com asfalto bom leva 35min, 30% de terra muito ruim leva uns 55min para carros comuns, durante todo o trajeto desta estrada NÃO tem sinal de CELULAR, Recomendável 4x4 para subir.

Uma dica se você estiver com carro comum (1000 cilindradas) a volta é melhor por Ubatuba a Taubaté, só aconselho subir para Cunha se o seu resgate for o Zé Mario, pois ele voltou com um Gol 1000, sem parar nenhuma vez. O cara é bom de lama.

Os pilotos que pousarem na praia Brava é legal pagarem um ônibus urbano (R$3,85 a passagem) que passa de 30 em 30 minutos em direção a Paraty e descer antes da cidade no trevo que vem de Cunha, se seguir por mais 5km em direção a cunha, tem um local para lanche e cerveja gelada.

Outras informações

Guia de turismo Cunha: Nilton Raposo (012)81230117 ou (012)31112035 (011)81670112

Telefones úteis Estancia Climática de Cunha

Hospital Santa Casa: (12) 31111122
Defesa civil: (12) 97401094
Samu: 192
Policia Militar: (12)31111297


Pilotos
Todos de São José dos Campos

Elias lobo (12)91030805 
Vidal (12)97418800
Zé Mario (12)97839551
Adezilio; (12)91393130



















24 de outubro de 2015

Voar de Paraglider no Pico Camapuã - Serra do Mar Paraná

Texto: Hilton Benke. Imagens: Hilton Benke. Revisão e diagramação: Lygia Takayama.

Uau! Dá para ver o mar daqui! Foto: Hilton Benke


Introdução

O pico Camapuã está localizado na porção da Serra do Ibitiraquire, parte norte da Serra do Mar no Paraná. A montanha mais alta e conhecida do conjunto é o Pico Paraná.
Voar na Serra do Mar paranaense não é fácil. Primeiro porque a condição climática realmente não ajuda. Durante a maior parte do ano, chove muito. Segundo pela absoluta falta de pouso... Tem que procurar muito para encontrar algum lugar possível.

Estratégia

Não é necessário mais que um dia para voar nessa montanha. A subida dela é relativamente fácil para quem está acostumado e a trilha é bem demarcada. Em pouco mais de 3 horas é possível estar no topo preparando o equipamento. Mesmo subindo bem lentamente, não levará mais que 4 horas para atingir o ponto mais alto.
Dessa forma, é possível iniciar a caminhada às 8 da manhã pra estar na montanha em tempo hábil para encontrar as melhores térmicas.
O que todos desejam em voar no Camapuã é, em primeiro lugar, conseguir realizar o sonho de atravessar a Serra do Mar, pousando já na porção litorânea do Estado do Paraná. Porém, as condições para realizar este voo não são fáceis de ocorrer. E, tendo em vista isso, a segunda opção é realizar um voo bacana, apreciando a vista da região e descendo a montanha sem grandes esforços.

Melhor época

Se é que existe uma temporada de voo na Serra do Mar paranaense, esta está entre os meses de junho até outubro, quando a ocorrência de chuvas diminui consideravelmente na região. Porém, tecnicamente, os melhores voos serão nos meses iniciais da primavera, quando o sol incide com mais força na região, alimentando melhor as termais. Porém, bons dias existem em todas as épocas do ano, mas a chance de não voar é realmente muito grande.

Quadrantes

O formato do Pico Camapuã colabora com as decolagens.
Foto: Hilton Benke
O topo do Camapuã é quase todo em campos de altitude, que facilitam muito a decolagem. Com vento fraco ou sem vento, a baixa proeminência do seu topo dificulta um pouco, ocasionando decolagens e pousos na rampa em sequência... Mas é possível decolar sim.
O melhor vento na região é o W, porém, é possível decolar desde o quadrante NNW até o SSW.



Ventos e Condições Meteorológicas

A escolha do dia é primordial. Como mencionamos, o melhor quadrante é o W até o NW, então, dê preferência para este vento. A ocorrência de ventos fortes na região é comum, contudo o maior problema é a entrada do vento do litoral à tarde, que vem do E - NE. Este vento é denso e forte, e pode ocasionar problemas, mesmo durante o voo e atrapalhar muito o pouso.
O segredo é embasar seu voo pelas previsões da parte alta da serra, mas sem esquecer da parte baixa, na porção leste. Escolha um dia com pouca umidade relativa no ar e de vento fraco no litoral! Os sites xcskies e mountain forecast ajudam bastante.
Visual do Mar no Cross Country. Foto: Hilton Benke.

Para o cross para o litoral, é importante observar se o vento na região abaixo da Serra do Mar é forte, sua direção e etc. O pouso indicado fica a aproximadamente 13 km de distância da decolagem. Se encontrar vento E - NE moderado durante a travessia da Serra do Mar, o resultado pode ser desastroso, forçando-o a arborizar em meio à mata atlântica. A porção abaixo das montanhas é quase nada explorada, não há fazendas ou pousos possíveis, e pra ajudar, o pouso mais perto visível é abaixo de linhas de alta tensão. Ou seja, só arrisque esse voo se tiver certeza absoluta do que está fazendo!
Já para o voo local, o pouso indicado fica a O da montanha, distante apenas 2,5 km.

Localização e como chegar

Aproveite para por uma biruta no pouso, pouco antes do
estacionamento. Foto: Hilton Benke.

A entrada da trilha fica na Fazenda da Bolinha (atenção: Não chame a proprietária de Bolinha, pois correrá "risco de vida" kkk). É cobrado valor de estacionamento e de entrada, algo próximo a R$10,00 por pessoa (em 2015).
Para mais informações sobre o acesso veja o link  .





Equipamentos

Foto: Hilton Benke.
Além da roupa q estiver vestindo, leve anorak e agasalho. É comum ocorrer chuvas na região sem muito aviso, então esteja prevenido. Se quiser proteger seu equipamento, utilize capa de chuva na mochila!
Atenção ao ultimo ponto para coleta de água!
Foto: Hilton Benke.
Bota para caminhada é essencial. Protetor solar e lanterna devem estar no kit. É possível subir mesmo com aquelas mochilas grandes de parapente, mas o ideal são equipamentos menores, como seletes reversíveis e etc. Evite peso extra... Cada grama a menos ajuda muito na caminhada.

Há água boa constantemente no primeiro terço da caminhada. Quando começar a caminhar por dentro do rio, e este estiver bem pequeno, é hora de pegar água para o restante da caminhada. Acredito que entre 1 a 1,5 litros seja o suficiente.

Caminhada até o Pico Camapuã

Piloto próximo do Pico Camapuã. Foto: Hilton Benke

A subida leva entre 2,5 a 4 horas, dependendo do ritmo de cada um. O início é em mata alta, com pouco sol, acompanhando um vale de rio, que é cruzado diversas vezes. Não é uma subida forte e o ritmo é rápido. Após esse trecho, chega-se num cruzamento, onde deve-se pegar à esquerda e continuar subindo. Se começar a descer forte, você errou a trilha e deve retornar.



Ultimo trecho de caminhada antes da rampa.
Foto: Hilton Benke.
A segunda parte já é na crista SW da montanha. Será em árvores não tão altas, sem água, com a subida apertando um pouco. O final dessa subida são os campos de altitude da montanha, que compõe o terço final da subida. Aqui é onde o bicho pega. Subida forte, constante, sob o sol. Você chegará na cara SW da montanha. Não há uma rampa definida na montanha. Seus campos são baixos e facilitam a decolagem para qualquer vento em todo o quadrante W, desde o N até o S.



O Voo

"Rampa" no Pico Camapuã. Foto: Hilton Benke.
Não importa de onde decole, mantenha seu voo inicial na cara W da montanha! Ou seja, mesmo decolando na face Sul da montanha, já siga na direção W! É lá onde está o pouso em caso de prego e se perder esse, será complicado encontrar outro.

Cara, olha as bases! Foto: Hilton Benke.
As térmicas são abundantes na região. O melhor local é sobre o "Camacuã", um morro de pedra a NW do cume do Camapuã. Tenha cuidado com a potência das térmicas ali... A altitude mínima para tirar para o litoral com segurança, é de 2.300 metros, mas é preciso analisar todos os fatores, principalmente o vento que vem da porção E. Se tirar e quiser desistir, os únicos locais passíveis de pousar são próximos aos cumes das montanhas à E/SE do Camapuã, e exigirão longa jornada para voltar à fazenda que deu acesso à montanha. Recomendamos que se estude muito bem a região e suas trilhas.

Pousos recomendados

Visual de pouso e estacionamento durante o voo. Foto: Hilton Benke.
O pouso "oficial" é ruim, mas existe! Fica cerca de 600 metros antes do portão da fazenda e é altamente recomendado que seja reconhecido antes de se subir a montanha. Durante o reconhecimento, aproveite para colocar birutas (pequenos pedaços de papel higiênico nas árvores e galhos). O vento costuma vir do fundo do vale, à W, e, mais tarde, com predominância E/NE.
Aproveite para ensaiar como pousar no local por diversas vezes. A aproximação deve ser exata e baixa, de forma a permitir um pouso seguro logo no começo da área. Ensaie também o que fazer, caso se ganhe altura no meio da aproximação final.
Caso "tire" para cross em direção ao litoral, recomendamos o pouso ao lado do rio Cacatu, seguindo sentido SE. No local existe um pequena pousada, com piscina e tobogã, que é possível avistar de cima. O pouso é amplo e fácil. Cuidado com o charco.

Vídeos

 Hike and Fly - Camapuã. Vídeo de Hilton Benke. Duração: 7:14 min.

Cross Country - Camapuã / Antonina. Vídeo de Hilton Benke. Duração: 10:35 min.

Log de Voo Pico Camapuã (XC Brasil)


Mais informações, acessos e trilhas da região

http://www.rumos.net.br/rumos/rumo.asp?cdNot=78

Veja Também


5 Motivos para praticar Hike and Fly

Guia para Decolar de parapente no Pico dos Marins







10 de outubro de 2015

Voar de Paraglider no Pico da Onça


TEXTO: Leandro Montoya REVISÃO e INFOS HISTÓRICAS: Auro Miragaia e John Boetcher - Outubro 2015
Pilotos acima dos 2.000m voando sobre o Pedra do Abismo, no Pico da Onça. Imagem: Alvaro Pidde

São 1.236 metros de desnível com decolagem  ao  lado de impressionante face vertical de granito acima do lençol vivo da mata atlântica. Voce está no Pico da Onça, uma clareira na crista da serra da Serra da Mantiqueira. O local era rampa de asa delta no final dos anos 80 e point de camping e trekking de travessia entre SP e MG. Este é um destino hike and fly imperdível com gosto da Mantiqueira e tempero de história do voo livre no Brasil.

Estratégia Geral para voar no Pico da Onça de paraglider/parapente

Uau| Olha o tamanho da crista para "bater um lift" 

O Pico da Onça está entre os distritos de São Francisco Xavier-SP (SFX) e Monte Verde-MG (MV). O caminho de acesso está na Trilha do Jorge, que atravessa a Serra dos Poncianos e liga as duas cidades. Você pode escolher por onde subir.

A decolagem é para o lado sul da serra, isso faz de SFX uma opção mais prática para deixar o carro. Entretanto nada impede os pilotos que escolham subir por MV desfrutem de um dia agradável ao voar para o sul e contar com um resgate, voltar caminhando ou, porque não, voando!

Condições meteorológicas

A direção do vento ideal para se decolar do Pico da Onça é vindo do SUL.  Decolagens com vento SSE e SE também são possíveis e inclusive o lift no Abismo fica mais alinhado. A velocidade, na previsão, deve estar abaixo de 9km/h em SFX. 
A rampa fica coberta pelas nuvens para o lado sul com muita facilidade: o vento sul traz umidade do vale que condensa bem no Pico da Onça, que é a primeira crista da serra da Mantiqueira realmente alta. As vezes o lado norte está aberto e o lado sul coberto de nuvens "represadas" pela serra.
A melhor opção é bater um papo com os pilotos locais de SFX para saber como está o dia.

As Trilhas


Subindo ao Pico da Onça por São Francisco Xavier, pela histórica trilha São Jorge

WP Inicio da Trilha:  - 22°54'7.64"  - 45°59'28.93"
Contato dos Pilotos SFX: Auro Miragaia: 012 3926-1279
OBS: É possível contratar tropeiro (mulas) para levar o equipamento, veja mais abaixo:
Pilotos subindo ao Pico da Onça pela trilha do seu Jorge. Tropeiro leva os equipamentos. Foto: Miragaia / Gabriel

A trilha partindo de SFX sobe a serra pelo lado sul, tem percurso de 4,5 km com inclinação constante e
ascenção de 820m pela Trilha do Jorge,  leva mais ou menos 2,5 horas da fazenda Monte Verde (não confundir com cidade) até o Pico da Onça. Durante a agradável caminhada é possivel avistar macacos Muriqui e há 4 pontos de água, todas potáveis. É virtualmente impossível se perder durante a caminhada, apenas siga sempre a estrada. Quando encontrar a bifurcação do Jorge, siga em frente (pela esquerda). A saida a direita leva a Monte Verde.

Aproveite cada passo, esse caminho tem muita história de vôo livre:

Voce está subindo pela  Trilha do Jorge, o caminho pelo qual os primeiros tropeiros desceram de sul de Minas e fundaram São Francisco Xavier.
O caminho foi transformado em estrada  para automóveis pela prefeitura de São Chico em 1987, ficou aberta mais ou menos um ano e depois foi fechada novamente.
Em 1988 aconteceu um campeonato de asa delta no Pico da Onça (na verdade o nome correto é Pedra da Onça): a estrada foi tomada de fuscas, corcel II e jipes, aproximadamente 50 pilotos participaram.
A verdade é que mesmo antes da estrada os pilotos subiam a trilha de asa deltas de 30kg. Miragaia, piloto local, conta que era preciso 3 pessoas para carregar todo o equipamento.
Miragaia ficou em 3o lugar no campenato de 88 e hoje desenvolve o vôo livre junto de outros pilotos que estão formando a Associação de Vôo Livre de São Francisco Xavier.

Se ficar pesado, as mulas ajudam!

Sim, ainda há tropeiros em SFX! O Sr. Nadir e suas mulas levam seu equipamento até a "rampa". O preço é R$50!

Pilotos de SFX da Esquerda para direita: Sr. Wellington, Zé Mario, Miragaia, Lobinho, Sr. Nadir (tropeiro) e Gabriel 


Bosque dos Duendes: Foto Lygia Takayama

Subindo ao Pico da Onça por Monte Verde

WP Inicio da Trilha:  - 22°52'7.03"  - 46° 1'13.56"
Contato Pilotos MV: John Boetcher: 035 9151-4468

Monte Verde é charmosa cidade de arquitura européia e clima frio, encrustada logo ao norte da Mantiqueira. Tem altitude de 1550m. O Acesso é pela cidade de Camanducaia na rodovia Fernão Dias.

A trilha pelo lado de MV sobe pelo pelo norte, tem 6 km e passa pelo famoso Bosque dos Duendes. Tem inclinação variável mas bastante suave, e leva entre 2 e 3h de caminhada em trilha bem marcada entre a mata.

Estacione o carro próximo a coordenada, ao lado da Missão Horizonte. A trilha começa pegando a esquerda em uma lixeira, acompanhando o limite da missão por uns 5min. e passar uma cerca. Dai as demais referencias são cruzar o riacho, passar pela pedra do Jacaré a direita da trilha, cruzar um segundo riacho e chegar ao inesquecível Bosque dos Duendes. Continue subindo até chegar em uma antiga estrada de acesso ao Pico da Onça. Esse ponto é a bifurcação do Jorge e a dvisisão entre MG e SP. A estrada vem de SFX. Voce deve seguir a direita, subindo, para chegar ao Pedra da Onça.


A Pedra da Onça (ou Pico da Onça)

WP aproximado:  - 22°52'52.26"  - 46° 0'6.59"

Acima das nuvens! Imagem: Jefferson Estevam/Christian Boettcher


Pilotos de SFX no Pico da Onça. Foto: Lobinho
O Pico da Onça é uma clareira na crista da serra que dá visual para o lado norte e para o lado sul. Montanhistas e campistas costumam acampar aqui, embora não seja regulamentado. O visual é incrível, com vista, ao sul, para o Vale do Paraíba e Pedra Queixo d'Anta. Pedra Partida, Plato e outros afloramentos de rocha vistos pelo lado norte.



A Decolagem

Decolagem técnica com saída apertada. Foto: Alvaro Pidde

A rampa é gramada, uma clareira cercada por árvores por todos os lados, exceto pelo ponto de saída para o voo. À frente da rampa há desnível grande e quase vertical.
A decolagem é técnica e parecida com falésia, a vela "pega" o vento "de verdade" apenas depois que já está quase na cabeça. A abertura para saída é um pouco apertada e há arvores também logo a frente e abaixo da rampa, sendo preciso sair com pressão para evitar ralar a selete nos galhos mais altos. A rampa do Pico da Onça é Nivel III.

A turma de SFX tem cuidado e atenção muito especial com o local. Colabore, não deixe lixo ou resíduos, não faça fogo, não interfira na natureza.

A rampa permite uma decolagem por vez, mas há espaço para as velas ficarem preparadas. Foto: Alvaro Pidde

O Voo



Cada piloto é responsável pela decisão da decolagem. Estude bem as condições antes de voar.

Em dia sem nuvens e vento sul alinhado, a opção mais evidente é decolar e virar imediatamente para direita, você vai avistar o "abismo", paredão de granito impressionante onde o lift com mais de 1km de extensão é sempre mais sustentado.

Porém, as melhores térmicas ficam em cima da cidade que funciona como um calderão no meio das serras e mata.

Se optar em decolar e mandar para esquerda,  o vôo se desenvolve por cima da serra da Mantiqueira e você voará acima da Pedra do Dente, ao horizonte estarão Pedra do Baú, São Domingos e outros picos.

O Pouso

WP Aproximado:  - 22°54'36.85"  - 45°57'0.71"

O Clube de voo livre de SFX está negociando 3 locais de pouso, conforme imagem abaixo. Eles estão, para quem vem voando da serra, bem à esquerda da cidade.

O pouso tem uma boa infra instrutura, com acesso fácil para resgate, água e banheiro no casarão. Bem em frente tem uma ambulância de UTI móvel, UPA e UBS com médicos de plantão, posto de gasolina, posto da policia militar e guarda municipal e está a 500 metros do centro com restaurantes, pousadas e mais, assim se torna um destaque em qualidade no Brasil.

Créditos Imagem: Lobinho

Voce pode contratar um guia e resgate

A agencia de atividades de montanha HUT Aventura, em parceria com Multisport Mantiqueira (Monte Verde) e CAT - Centro de Apoio ao Turista de SFX, suporte para expedições de parapente ao Pico da Onça e outros destinos: os pacotes incluem transporte + hospedagem + assistêcia na decolagem + resgate. Acesse www.hutaventura.com.br ou escreva: contato@hutaventura.com.

Videos


Ambos os vídeos mostram a subida pelo lado de Monte Verde.
Gostaríamos de publicar videos com a subida pelo lado de São Francisco Xavier, se tiver nos envie!


Hike and Fly no Pico da Onça - 2:24min - John Boetcher



Hike and Fly Team no Pico da Onça - 8min - Alvaro Pidde




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Guia para Decolar de parapente no Pico dos Marins

Guia para Voar de parapente na Chapada dos Veadeiros






  

5 de outubro de 2015

Voar de parapente na Chapada dos Veadeiros

Morro da Baleia na Chapada dos Veadeiros. Foto: Lygia Takayama
Uma notável montanha dá as boas vindas da Chapada dos Veadeiros a todos que chegam ao parque pela GO-239, estrada que liga Alto Paraíso a São Jorge. Lá está, a direita da estrada, o Morro da Baleia, também conhecido como Morro de Engomar. Seja pela beleza e alguma harmonia das formas, seja pelo entusiasmo de chegar a um dos parques mais lindos do país, a parada para apreciar e fazer fotografias é irresistível.

O Guia abaixo mostra como subir, decolar e voar de parapente na Chapada dos Veadeiros, no norte de Goiás, a partir de uma "rampa" natural no col entre a "cauda" e "corpo" da "Baleia". Térmicas fortes e lindo visual esperam você!

Planejamento Geral


O Morro da Baleia está a menos de 30 minutos de Alto Paraíso ou São Jorge, duas das cidades preferidas para hospedagem na Chapada dos Veadeiros. A trilha para subir até a rampa leva menos de 1h. O pouso fica perto do estacionamento e não há complicações para voltar, mesmo em caso de descer caminhando.

A Cachoeira Santa Barbara fica um pouco longe, no município de
 Cavalcante, mas vale a pena! Foto: Lygia Takayama
Portanto, trata-se de um point perfeito para um voo recreativo que você pode encaixar em uma manhã ou tarde vazia durante sua estadia na Chapada dos Veadeiros. Claro que você pode se planejar para engatar um puta voaço, mas isso é uma decisão sua e não uma imposição do local.

Para completar o clima recreativo, tem uma cachoeira a uns 15min. da rampa, então pense no seguinte: estacione, suba, tome um banho de cachoeira e depois voe relaxado, brinque a vontade mas pouse perto do carro para não precisar de resgate. Volte para cerveja e petiscos em algum dos quiosques que ficam perto das cachoeiras

A melhor condição de voo


A decolagem no Morro da Baleia é bem alinhada para NE e E. Também é possível sair para SE. Segundo Raphael Brigato, piloto local, E e NE são os ventos predominantes na região então as chances de voo são grandes.



Cuidado com a Vegetação do Cerrado


A Chapada é linda para uma visita independente do voo livre!
Foto Lygia Takayama
Cuidado extremo com flora. A vegetação do cerrado brasileiro é muito mais frágil do que aparenta. Algumas plantas levam 1 ano para crescer apenas 3mm. Além disso o bioma é suscetível a queimadas. Não faça fogo, não saia das trilhas e, pelo amor de Deus, não arranque plantas para facilitar a decolagem. Isso é crime contra a vida.

Conheça a iniciativa Pega Leve.

O estacionamento e a trilha

Way Point Inicio da Trilha: -14.12916, -47.64178



Para chegar até o início da trilha é um pouco complicado pois não há sinalização. Seguindo pela GO-239 vindo de Alto Paraíso sentido São Jorge, passe o mirante do Morro da Baleia e entre a direita onde há uma placa "Bona Espero" (fica antes do Waldomiro). Siga pela estrada de terra mantendo sempre a esquerda até chegar ao estacionamento. Há duas opções: o primeiro estacionamento é pago e fica bem ao lado do pouso, o segundo fica uns 300m mais a frente e é gratuito. Ambos dão acesso à trilha que é bem marcada até o col do Morro da Baleia.
Quando você chegar ao col, em vez de seguir direto para a evidente rampa à sua direita, siga em frente por mais uns 150m e você vai chegar na cachoeira Bailarina.


O Ponto de Decolagem


Way Point Decolagem: -14.12107, -47.64824

Raphael Brigato decolando no Morro da Baleia na Chapada dos Veadeiros. Foto: Lygia Takayama


A rampa é espaçosa e há um pouco de enrosco no chão. Penso que seja possível abrir até 3 velas. 

Nós decolamos depois das 16:20h e não conseguimos subir. Nosso plano de voo foi decolar e encostar bem na serra para tentar aproveitar o máximo do lift e passar para o corpo ou cauda da baleia, mas não conseguimos e pregamos.
A Rampa é bem espaçosa. Foto: Kalyda

Entretanto, no mesmo dia, nós havíamos decolado e voado a menos de 10km do Morro da Baleia, e perto do meio dia. As térmicas (e descendentes) estavam bem fortes e poderíamos ter engatado um bom voo. 

Decolando da Baleia, a tirada mais evidente seria por cima da GO-239, sendo possível pousar em São Jorge! A vantagem é que a vegetação no Cerrado é menos densa e rasteira, e tem pouso para todo lado.

O Pouso


A área logo a esquerda para quem olha da rampa para o vale é administrada pelo ICMBio e a recomendação é que não se pouse a esquerda da cerca (imagens abaixo). 

Há tanto pouso que destacamos dois apenas por conta da conveniência. O pouso logo após as árvores, no pasto, serve bem para quem quer ir direto para os carros. 

Há um pouso mais a direita e mais perto dos carros, mas é exposto a rotor das arvores e mais apertado.
Há um pouso mais alto, praticamente ao lado da trilha. Ele é um pouco apertado mas pode ser ideal para caso o piloto quiser tentar decolar novamente. Basta pousar ali e subir até a rampa novamente.


Piloto local e onde ficar

O casal Raphael Brigato e  Kalyda Scheicher moram em Alto Paraiso e estão desenvolvendo o voo livre na Chapada. Além do Morro da Baleia eles conhecem outras rampas e dezenas de atrativos na região.
Eles são os proprietários da prática, aconchegante e bem localizada Pousada Alto da Chapada, que fica em Alto Paraíso.

Contatos:
Raphael Brigato: (62) 3446 1907
Endereço: Av Paraiso, Lote 8 Quadra 64, Alto Paraiso - Paralelo a Rodovia GO 118
Facebook da Pousada: (Clique aqui)