1 de abril de 2019

Entrevista Exclusiva com equipe brasileira no desafio de decolar de parapente do cume do Everest

Texto: Tite Simões
Imagens: Rodrigo Raineri e Mauro Chies
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Voo rarefeito

Equipe brasileira parte para o desafio de decolar de parapente do cume do Everest

A aventura humana não tem limites. Quando o mundo prendeu respiração ao ver o americano Alex Honnold escalar sem corda os quase 1.000 metros do El Capitain, em Yosemite, Califórnia, ninguém poderia imaginar um desafio mais ousado.

Mas o Homem não enxerga limites e agora chegou a vez de um montanhista tentar uma aventura sem precedentes entre sul-americados: Rodrigo Raineri pretende decolar do cume do Everest, a montanha mais alta do mundo, com 8.458 metros com um parapente. Se alguém achava a escalada do Everest difícil e desafiadora, agora imagine isso levando um parapente nas costas com objetivo de decolar no ar rarefeito!

– O grande desafio será chegar no cume inteiro para voar – desabafou o paulista Raineri, 49 anos, engenheiro de formação. Segundo ele, “tem toda dificuldade natural da escalada no Everest, mas depende muito das condições de vento, clima e um frio extremo”, concluiu em entrevista exclusiva para Hike and Fly Brasil.

Além de Rodrigo, a equipe terá apoio de Mauro Chies, montanhista e experiente piloto de parapente e será totalmente documentada pelo cinegrafista Julio Blander. Na verdade já começou! Eles partiram dia 24 de março para dar início à aclimatação, treinos e preparativos. O plano é praticar hike and fly em alguns picos menores para depois partir para o grande voo do cume do Everest.

Segundo explicou em uma longa conversa, Raineri descreveu o que acredita serem os momentos de maior preocupação:

– O primeiro crux é a cascata de gelo do Khumbu que é um trecho muito mais perigoso do que propriamente difícil, porque hoje tem as escadas e cordas fixas. A ideia é passar rápido para reduzir a exposição ao risco.

– Depois vem toda a subida, passar pelo escalão Hillary (8.848 metros) e alcançar o cume ainda inteiro para voar!

– Aí sim começa o maior desafio, porque vou precisar abrir o parapente, ter cuidado para os cabos não enroscarem nas pontas de gelo e descobrir – na prática – como é voar no ar rarefeito! Ninguém fez isso, não tem como chegar para alguém e perguntar “como é voar no ar rarefeito?”. Terei de descobrir na hora! São muitas variáveis que teremos de lidar ali na hora, sem referências e isso é emocionante!

Então, quem não conhece o Rodrigo poderia imaginar “nossa, o cara vai se jogar de quase 9.000 metros sem saber como é voar no ar rarefeito”, mas essa é justamente a parte que ele mais deseja:

– Ser o primeiro a realizar uma atividade é o mais legal! Descobrir na hora como é, o que fazer, como fazer, essa é a parte da verdadeira conquista! Desabafou Raineri, um dia antes de partir com todo material.

Pensa que acabou? Tem mais! “Depois que entrar em voo tem outros desafios, o maior deles será o frio, que pode até causar um congelamento de extremidade (dedos, nariz), mas nada grave”, explicou. De acordo com ele, “como o voo deverá ser rápido, esse tipo de congelamento não chega a ser um impedimento, o maior problema seria a perda da sensibilidade nas mãos, o que poderia prejudicar o controle dos batoques do parapente”, justificou.

Rodrigo espera que depois dos primeiros 10 a 15 minutos de voo a temperatura deverá ser menos extrema e a ideia é fazer um voo rápido, “mas não menos intenso, porque terei de enfrentar as turbulências normais de um voo no Himalaia. Quem voa conhece as dificuldades de um voo em cordilheira, com áreas de rotor, vento de vale, térmicas, cisalhamento e finalmente pousar inteiro. Posso garantir que as condições serão bem ‘cascudas’ por lá”.

Enfim, ele aposta que o grande crux de toda expedição será mesmo a decolagem, apesar de afirmar categoricamente que tudo é muito difícil. “Escalar o Everest é difícil, a decolagem será igualmente difícil e pousar também! Ou seja, tudo é um enorme desafio”.

Os preparativos começaram na cidade de Pokhara, no Nepal, onde serão checados todos os equipamentos e passarão pelo período necessário de aclimatação à altitude. De lá partirão para Lukla, onde começa a caminhada para o campo base do Everest. Neste trecho, Rodrigo e Mauro Chies pretendem escalar o Labouche East (6.119m) como parte do treinamento. A escalada do Everest está prevista para meados de maio, quando a janela de tempo bom assim permitir.

Você irá acompanhar toda essa aventura aqui mesmo no Hike and Fly Brasil.
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Em 1988 Jean-Marc Boivin, francês, saltou de parapente de 8035m no Monte Everest.

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18 de março de 2019

Um Brasileiro de Parapente no Everest

Texto: Mauro Chies
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Rodrigo Raineri, Mauro Chies e Julio Blander (cinegrafista) partem para o Nepal no próximo dia 24 para tentar decolagem de parapente da maior montanha do Mundo!





Expedição Everest 2019

A expedição Everest 2019 tem por objetivo atingir o cume da maior montanha do planeta, o Monte Everest (8.848m) pela via “normal" conhecida como Face Sul, no Nepal.

O montanhista Rodrigo Raineri pretende descer do cume da montanha voando seu parapente especial para esse propósito enquanto o montanhista Mauro Chies (tambem um piloto experiente de parapente) o auxiliará na decolagem e descera pela via normal com os sherpas.
O cinegrafista da expedição ira documentar tudo do campo base com equipamento especial de longo alcance.

O deslocamento da expedição iniciará no dia 24/03/2019 com a partida do Brasil desde Sao Paulo com destino a Catmandu no Nepal.
Uma vez no Nepal os participantes irão iniciar a aclimatação e checagem de equipamentos e suprimentos. Inicialmente isso será feito na cidade de Pokara onde Mauro e Rodrigo irão realizar alguns “hike and fly”, ou seja, caminhadas de montanha e consequente voos de parapente da mesma.

Após a etapa de Pokara a expedição ruma para Lukla, onde deve começar a lenta caminhada rumo ao campo base do Everest. No meio do caminho Mauro e Rodrigo pretendem escalar o Lobouche East.

Uma vez no campo base os ciclos de aclimatação se darão da maneira usual e em meados de Maio os montanhistas pretendem atacar o cume na janela de bom tempo apropriada.

Terminada a etapa da montanha, a expedição retorna pela via usual até Lukla, Catmandu e de lá para o Brasil.

Integrantes:

Mauro Chies - Brasil
Rodrigo Raineri - Brasil
Julio Blander (cinegrafista) - Brasil


Abaixo os canais dos montanhistas:

Rodrigo Raineri
https://www.rodrigoraineri.com.br/pt/

Mauro Chies
http://www.maurochies.com.br
https://www.facebook.com/MauroChiesMontanhista
https://www.instagram.com/maurochiesmontanhista/

Patrocinador Mauro Chies:  Clínica Visão Serra